A bênção do pão e sua distribuição é uma tradição que não se deve perder, pelo seu valor simbólico e até por ser uma cerimónia pouco usual no nosso país ou até única. Aqui deixo a sua origem.
Nos fins do séc. XVIII, houve uma praga que atacou o milho, principal fonte de sobrevivência dos nossos lavradores. Como não havia modo de a combaterem, juntaram-se todos e foram rezar para a capela da Sra. da Graça e fizeram a promessa que se a praga desaparecesse eles em paga prometiam oferecer cada sua broa de pão todos os anos, para distribuir pelos mais necessitados da freguesia.
Como a praga desapareceu logo de seguida, eles lá cumpriram a promessa, levando todos os anos em Fevereiro o pão para a capela que depois era benzido e cortado em pedaços e distribuído pelos pobres, dando um pedaço por cada pessoa que fizesse parte do seu agregado familiar. Esse uso mantivesse até ao dia de hoje, mais pelo seu simbolismo, mas mesmo assim todos os anos é entregue na capela pão que depois de partido dá uma média de 2500 pedaços.
Quanto à entrega da Cruz, que representa a passagem da Cruz da paróquia, para outras pessoas que ficarão com a tarefa de a levarem nas cerimónias religiosas que assim o exijam, notasse cada vez mais uma certa dificuldade em arranjar essas pessoas, não sei se por razões sociais,económicas ou outras.
Este ano ficarão encarregados dessa tarefa os Srs. Fernando Agostinho e Avelino Ribeiro. Como mordomos da cera ou seja os que irão tomar conta da Cruz a seguir serão os Srs. Francisco Mota e Carlos Coelho. A todos eles desejamos votos de felicidades no desempenho das suas novas tarefas.

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